sexta-feira, 30 de abril de 2010

A pressão das metas estressa você? Está na hora de se conhecer melhor

Segundo consultores empresariais, para aliviar as tensões provocadas pelas metas é preciso equilibrar vida pessoal e profissional.

Por Rômulo Martins

A pressão das metas estressa você?Metas devem ser realistas, mas desafiadoras. Sendo assim, não dá para fugir da pressão por melhores resultados. Afinal, o desafio é colocado não apenas para garantir o sucesso das organizações, mas também para impulsionar a carreira do profissional ao estimulá-lo a vencer e a superar obstáculos com excelência.

Todavia, por mais bagagem técnica e vivência adquiridas é natural que o profissional fique tenso com a pressão causada pelas metas. É preciso ter uma válvula de escape. “A geração workaholic passou. A geração Y consegue ter um melhor equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal. Ou seja: é uma geração que não é só trabalho”, diz Fabiano Caxito, consultor de carreira e autor do livro “Não deixo a vida me levar, a vida levo eu” (Editora Saraiva).

Para os consultores organizacionais ouvidos pelos Empregos.com.br o profissional completo deve saber administrar o tempo para aproveitar melhor a vida pessoal e atingir a excelência no trabalho. Consultor do Idort São Paulo, Luiz David Carlessi afirma que o profissional deve realizar tarefas de descompressão. Para ele, praticar atividades esportivas, fazer meditação, ler livros e ter fortes laços de afetividade com a família e com os amigos podem ser essenciais para a construção de uma carreira sólida. “É necessário ter inteligência emocional”, resume.

Na visão de Luciano Meira, diretor de conteúdo e facilitação da FranklinCovey, o comportamento adotado pelo profissional perante a pressão provocada pelas metas tem a ver com vivência. De acordo com o consultor, maturidade na vida profissional se alcança com erros e acertos. Mais importante que conquistar resultados, diz Meira, é conhecer os seus próprios valores e detectar se eles estão alinhados com a cultura organizacional. “O importante é se preocupar em fazer a coisa certa. Se o profissional se preocupa muito com o resultado ele corre o risco de sucumbir diante da pressão”.

Recursos inteligentes
Ferramentas tecnológicas, trabalho em equipe, espírito de cooperação, recursos que ajudem o profissional a se conhecer melhor como a terapia ocupacional e até networking são instrumentos de descompressão que podem contribuir para a excelência no trabalho e facilitar o alcance das metas.

Carlessi diz que o coaching pode fazer diferença no desempenho dos funcionários. Nesse sentido, os líderes devem ficar atentos para descobrir quais são as necessidades de sua equipe. “O gestor é o grande negociador junto à organização para a formulação das metas. Ele deve preparar a equipe para o alcance dos resultados, adequando as metas à realidade da empresa, bem como acompanhar a performance dos colaboradores, dar feedback e corrigir o rumo se necessário”.

Para Meira, o profissional pode utilizar ainda o mural que indica o desempenho da equipe como um termômetro para avaliar se está contribuindo da melhor forma para a conquista das metas ou está aquém do resultado esperado. “Uma agenda semanal bem montada que considere as prioridades pode ser um recurso eficaz”, diz o consultor.



A "geraçãoY" e o mercado de trabalho

Mas uma vez Max Gehringer citou uma pesquisa que realizei sobre "Geração Y".

CBN - A rádio que toca notícia - Max Gehringer

Workshop pós graduação





Crítica do Livro "Não deixo a vida me levar, a vida levo eu"

Este é um sambinha de Zeca Pagodinho. Muito gostoso e divertido de ouvir, mas, se pensarmos na vida profissional, a frase só fica bem na música. Se você é um profissional com resultados brilhantes, mas sua carreira estacionou OU é um profissional em ascensão, que reúne todas as características para um cargo de liderança, mas essa chance nunca chegou, o importante é nunca deixar que a vida te leve.

Este é um livro prático que mostra para as pessoas que não se pode esperar que as coisas aconteçam, principalmente quando falamos de carreira. Nele, você verá todos os passos necessários para se destacar e ser um profissional que toma as rédeas do seu destino

O marketing a favor das cidades

Newsletter Portal Cidades Paulistas • Mídias Paulistas • Investimentos Paulistas
Fabiano Caxito
Coordena os cursos de especialização em Logística das Operações Comerciais, Comércio
Exterior e Gestão em Vendas da Universidade Cidade de São Paulo, instituição na qual
é professor de Graduação Tecnológica e assessor da Pró-reitoria de Assuntos
Comunitários, Culturais e de Extensão. É também autor dos livros Não deixo a vida
me levar, a vida levo eu!
(Editora Saraiva), Recrutamento e Seleção e Administração
da Produção
(ambos publicados pela editora IESDE), e do Guia dos Cursos
Tecnológicos do Ensino Médio à pós-graduação em apenas 3 anos.

O marketing a favor das cidades

Como os gestores de um município devem usar
esse cada vez mais importante recurso de estratégia
para movimentar a economia dos locais em que atuam

No último mês a TV repetiu uma trágica cena – a de muitas cidades brasileiras sendo castigadas pelas chuvas, uma abrupta enxurrada que destruiu casas e estradas, deixou bairros inteiros ilhados e, como consequência principal, atormentou a vida de milhares e milhares de pessoas, tirando a vida de diversos cidadãos. Duas cidades foram atingidas com maior fúria: São Luis do Paraitinga, no interior de São Paulo, e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. E, tempos atrás, as protagonistas desse cenário de horror foram Florianópolis e parte do interior de Santa Catarina. Pelo menos hoje em dia não há perspectiva real de uma solução imediata para o gravíssimo problema. Eis então um desafio para todos os gestores municipais – prefeitos, vereadores, secretários. Como enfrentar as carências de infra-estrutura potencializadas pela ação impiedosa da natureza? E, ainda, como fazer as cidades continuarem a ter vida própria depois da catástrofe?

A economia de uma cidade atingida pelas fortes chuvas obviamente sofre um baque. O carnaval de Paraitinga, principal evento turístico da cidade, por exemplo, foi cancelado. Com apenas 11 mil habitantes, a cidade, no total, recebeu cerca de 180 mil visitantes no ano passado, que geraram uma receita de R$ 20 milhões – boa parcela vinda justamente dos dias de Folia. Em Angra, os hotéis e pousadas também registram o impacto da tragédia: a cidade previa receber cerca de 500 mil turistas até o Carnaval, mas estima-se uma queda de 40% no número de visitantes neste começo de ano. Angra fatura em média R$ 90 milhões por mês com o turismo. No verão, o setor emprega 6.900 pessoas na região e gera faturamento de R$ 12 milhões por dia — cada turista gasta em média R$ 250.

Todo gestor de uma cidade conhece a força do turismo, e contabiliza os diversos benefícios que produz – a geração de capital possibilita o crescente progresso de um município e a melhor distribuição de renda entre os cidadãos. Por isso mesmo a atividade deve ser desenvolvida de maneira planejada e estratégica. A palavra marketing – que é a chave desse processo – em geral é traduzida por ações de uma empresa para analisar o mercado, desenvolver um produto, criar uma marca, e por aí vai. Mas o marketing se aplica não só a produtos. Serviços, eventos, organizações e, o que deve ser sublinhado agora, cidades podem, e devem, recorrer a esse cada vez mais moderno recurso para melhorar seu dia a dia. O marketing enfim vem ganhando mais importância para o crescimento de cidades.

Um gestor pode estar pensando agora que a cidade em que atua não tem encantos naturais para transformá-la em centro turístico. É claro que as praias, as montanhas, as cachoeiras e a arquitetura, urbana ou colonial, são atrativos espontâneos. Mas o que adianta uma bela paisagem caso não haja uma estrutura de conforto e segurança para recepcionar os visitantes que estão na cidade? Diversas cidades com potencial turístico — seja ele relacionado ao lazer ou aos negócios e serviços — sofrem com a falta de visão dos governantes, que condenam essa atividade a um plano secundário. Esse é o ponto: o bom marketing de uma cidade engloba a busca pela permanente melhoria de hotéis, restaurantes e opções de lazer, o que também melhora a vida de seus moradores. Planejamento acertado e investimentos bem feitos fazem a diferença.

Dubai, a badalada cidade dos Emirados Árabes, é o principal exemplo. Há cerca de 20 anos Dubai não passava de uma cidade perdida no meio do deserto. Um bem orquestrado plano de marketing e, no caso, um bilionário investimento elevaram a cidade a um grande núcleo de negócios – negócios que sempre acompanham mesmo o grande êxodo de turistas rumo a um ponto do planeta. Um caso brasileiro foi objeto de estudo desenvolvido pela PUC do Paraná. A universidade fez uma análise sobre o projeto turístico desenvolvido na histórica cidade de Tiradentes, Minas Gerais. Apesar da sua vocação turística, Tiradentes até a década de 1990 não tinha o turismo como uma de suas mais consideráveis fontes de renda. No primeiro semestre de 1998, a recém- criada Secretaria de Turismo da cidade realizou um levantamento identificando que, por meio do turismo, a cidade não só poderia melhorar a qualidade de vida dos cidadãos como promover a preservação do patrimônio histórico-natural. O primeiro passo foi organizar e consolidar os eventos tradicionais: a Semana Santa, a comemoração da Inconfidência Mineira e o Carnaval foram reestruturados e passaram a ser destaque na agenda do município. O segundo foi desenvolver novos eventos e festas que pudessem atrair turistas em outros períodos do ano. Hoje a cidade conta com um intenso calendário, que inclui a Mostra de Cinema em janeiro, o Carnaval, a Semana Santa e Semana da Inconfidência, ambas em Abril, o Encontro de Harley Davidson, em junho, a Fest Gourmet, em agosto, o Festival Internacional de Fotografia, em outubro – e, claro, o Natal e o Réveillon, recentemente incrementados. Ou seja, Tiradentes agora tem programação para o ano todo. Uma boa solução de marketing.

A estratégia definida pelos gestores de Tiradentes é a de desenvolver eventos que atraiam um público diferenciado, com alto poder aquisitivo e que busca eventos culturais e de estilo de vida, reforçando, com isso, a identidade histórica da cidade. O marketing não parou na definição do calendário. A ação seguinte foi promover a cidade em revistas especializadas, televisão, folders, encontros do trade turístico, internet e todos os outros meios de comunicação, e com isso contou também com envio de malas-direta por e-mails e telemarketing. O município precisou investir em infra-estrutura e em programas de treinamento para a população. E o empresariado local apostou no projeto: o número de hotéis e pousadas triplicou na última década. A chegada de novos negócios obrigou os empreendedores da área a melhorar a qualidade dos hotéis. Segundo dados da Secretaria de Turismo de 2005, havia na cidade mais de cem empreendimentos hoteleiros, somando 4.700 leitos e 38 restaurantes. Um atrativo e tanto para que viaja até lá – e deixa boa parte do dinheiro que acaba movimentando a cidade, uma equação que os gestores precisam ter mesmo sempre entre seus documentos administrativos.

O turismo expande as mais variadas ramificações da economia. Hoje 95% dos recursos financeiros de Tiradentes estão vinculados ao setor de serviços como um todo. Segundo a Fundação João Pinheiro, a renda per capita média do município cresceu 97% e a pobreza diminui 55% nos últimos dez anos. E mais – o turismo teve influência fundamental na conservação do centro histórico da cidade. Nas devidas proporções, o mesmo pode ser feito por todo gestor de cidade no Brasil. Afinal grande parte das localidades possui uma história rica, uma cultura local, belezas naturais e até um comércio e serviços que podem ser explorados. Os governantes interessados em ativar o turismo em seu município devem sair do discurso para a prática promovendo ações que possibilitem este encaminhamento. Dados da OMT-Organização Mundial do Turismo mostram que o turismo gera cerca de US$ 4 trilhões por ano em todo o mundo, além de gerar mais de 280 milhões de empregos diretos e indiretos. Um gestor consciente vai deixar a cidade em que vive a população que lhe dá suporte de fora?

Bibliografia: Tadini Júnior, Ângelo Benjamim Costa; Silva, Fábio Duarte De Araújo; Oba, Leonardo. Cidade Comprada Vs. Cidade Vendida: o Marketing Territorial Em Tiradentes, MG. III Encontro Da Anppas, Brasília, 2006.

Saiba Trabalhar em Equipe

A maior parte dos resultados profissionais que obtemos se deve não somente a nós, mas dependem do envolvimento e dedicação de outras pessoas, sejam nossos subordinados, companheiros, amigos, familiares e até mesmo clientes.

A grande dificuldade que encontremos para aprender a trabalhar em equipe vem da própria cultura das empresas. Enquanto nos discursos se glorifica o trabalho em equipe, os programas de incentivo, bônus, prêmios e promoções valorizam o resultado de curto prazo e o individualismo.

As empresas querem a equipe, mas premiam o melhor. Querem o trabalho em conjunto, mas privilegiam uns em detrimento de outros, pregam a iniciativa e a criatividade, mas forçam os funcionários a se enquadrar e se conformar com a estrutura e as normas.

Talvez por isso uma das frases que mais se ouve nos corredores das empresas é “Faço Muito, Mas Ninguém Reconhece!”. Esta sensação leva à desmotivação e a perda de talentos, que acabam por buscar novas oportunidades. Isso, no melhor dos casos!

Como somos incentivados a valorizar o individualismo, passamos a considerar que somente podemos contar com o nosso trabalho. E daí para achar que o nosso jeito de fazer as coisas é o melhor jeito é um passo.

Não percebemos que as pessoas são diferentes de nós e que isto não é ruim. Muito pelo contrário. A diferença nos enriquece e nos completa.

Não dizem que os opostos de atraem e se completam? Isso é verdade nos relacionamentos pessoais e amorosos. Mas nos nossos relacionamentos profissionais, queremos que todos sejam iguais a nós, que pensem da mesma forma, que não discutam nossas decisões e concordem com nossas opiniões.

Lembre-se: as pessoas são diferentes, e ser diferente significa apenas ser diferente: nem melhor, nem pior. Permita-se encontrar pessoas que, exatamente por serem diferentes, o completarão e o ajudarão a conquistar resultados que, sozinho, você não alcançaria.

Aos 30 anos de idade, eu estava começando minha vida profissional do zero. E tive a grande sorte de contar com dois auxiliares, Jefferson e Sérgio, que foram os grandes responsáveis pelo início de uma carreira ascendente. Sem se importar em receber hora extra ou reconhecimento pessoal, os dois dividirão comigo noites e madrugadas de dedicação total. Os dois foram os responsáveis pela minha promoção à Supervisor de Vendas em apenas 4 meses.

Quando assumi a equipe de 9 vendedores, eles estavam completamente desmotivados. Eram considerados os piores vendedores e por isso, atendiam as piores rotas de clientes. O fato é que, em menos de um ano, nossa equipe era campeã de vendas, os vendedores recebiam os melhores salários da distribuidora e ganhavam a maioria dos prêmios e bônus, e fui promovido a Gerente de Vendas.

E qual o segredo? Nenhum! Simplesmente ouvi e respeitei a opinião de todos. Criamos uma cultura de equipe na qual todos se sentiam responsáveis pelos resultados de todos, e portanto, se importavam e queriam ajudar. E dividimos os resultados financeiros e de reconhecimento.

Hoje, quase 10 anos depois, tenho a grande sorte de contar, novamente, com uma grande equipe, meus sócios e assistentes. Com a ajuda deles, a dedicação e o comprometimento, tenho certeza de meu ano de 2010 será cheio de conquistas.

E você? Já construiu sua equipe?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Afinal, existe geração Y no Brasil?

Aquele moleque acabou de ser contratado e já quer ser promovido? Pede feedback o tempo todo? Quer saber quando terá oportunidade de crescer na empresa? Vive conectado no twitter, Orkut, linkedin, facebook e principalmente, no Messenger?
Não se assuste, você está convivendo com um autêntico representante da Geração Y. O termo foi cunhado nos Estados Unidos para identificar esta geração irrequieta e antenada, formada por jovens nascidos depois de 1980 que cresceu cercada pela tecnologia: Video-Games, celulares, TV a cabo, internet. Aqui no Brasil, a geração Y tem sido bastante discutida, em especial por profissionais da área de Recursos Humanos de empresas que contratam estes jovens, e que se deparado com a dificuldade de incorporar esta geração à cultura da empresa.
É inegável que uma pequena parcela de nossos jovens, em especial aqueles nascidos em famílias das classes A e B, apresenta as características da geração y identificadas nos jovens americanos: Estudaram inglês, fizeram intercâmbio, usam redes sociais, não tem paciência para coisas longas e demoradas. Buscam gratificação instantânea e não lidam bem com promessas futuras, demandam muito feedback e são movidos a elogios. Gostam de ser reconhecidos e são ambiciosos. Demonstram amplo domínio da tecnologia, são alegres e descontraídos e buscam equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.
Porém, a grande maioria de nossos jovens não teve todos estas oportunidades: nascidos nas classes C e D, não tiveram acesso a um estudo diferenciado, somente recentemente passaram a ter acesso a internet, muitos nunca assistiram TV a cabo. Não estudaram outras línguas e nunca saíram de sua cidade.
Será que estes jovens também apresentam as características que marcam a Geração Y? Chegam às empresas também em busca de crescimento rápido, oportunidades de carreira, horário flexível e qualidade de vida?
Este questionamento tem sido feito pelas empresas, que procuram identificar novas formas de se relacionar com a nova geração de profissionais que chegam ao mercado de trabalho. A Pesquisa “Os dois Brasis – Encontros e Desencontros na internet da geração 90” realizada pela empresa Binder/FC+M no ano de 2009, com jovens das classes A e C, mostra que os jovens de todas as classes se encontram nos mesmos ambientes virtuais, tais como o Orkut , YouTube, MSN Messenger.
Uma das características comuns aos jovens da geração Y é o desejo de rápido crescimento profissional. Os vídeo-games, uma das mais importantes referências desta geração, foram uma das únicas tecnologias a que os jovens da classe C puderam ter acesso durante sua infância e adolescência. Os games formaram nos jovens uma cultura de recompensa imediata. Divididos em fases, cada uma com um objetivo claro e uma recompensa no final, os games criaram uma cultura de que a recompensa deve estar diretamente ligada a competência e ao conhecimento, e que não deve estar ligada a fatores como idade, tempo de casa ou relacionamentos.
Porém, as diferenças de oportunidades e de escolaridade ainda fazem a diferença. Os jovens da Classe A usam a internet como forma de entretenimento, e as oportunidades profissionais surgem tanto da rede de relacionamento dos pais quanto na relação das escolas com o mercado de trabalho, por meio dos processos trainee.
Já a classe C utiliza a internet como uma forma de crescimento profissional, tanto na busca pelo desenvolvimento da própria rede de relacionamentos, quanto na procura de emprego por meio de sites especializados.
O que podemos concluir é que se deve evitar a generalização, quando nos referimos a esta geração que chega com força total ao mercado de trabalho. Nem todas as pessoas nascidas após a década de 80 pensam da mesma forma e acreditam nos mesmos valores.
Em um país como o nosso, marcado por diferenças culturais e por um enorme fosso social que divide as classes, existe uma variedade enorme de tipos de jovens, com crenças, conhecimentos, histórias e perspectivas diferentes. Usar um estereótipo único e rotular a todos como “Geração Y” só dificulta o entendimento das reais expectativas de cada um.
A única coisa inegável é que, como em toda mudança de geração, ocorre um choque entre os valores daqueles que já estão estabelecidos e entre os que chegam ao mercado. O diálogo e a abertura é que garantirão que ambas as gerações aprendam com estas mudanças.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Comunicar é comungar

Quando pensamos em falar em público, logo nos vem a mente a imagem de um púlpito ou palco, uma tela e um projetor, slides e um microfone.

Porém, a arte de falar em público é muito mais ampla. Em cada conversa, reunião ou telefonema, cada viagem que você faz durante seu dia de trabalho, você está exercitando a arte de falar, a arte de se comunicar. E da mesma forma que em uma apresentação para um grande público, você precisa saber se comunicar.

Para captar o interesse de seu interlocutor, ou de sua platéia, sua mensagem deve ter clareza e objetividade.

Tive um excelente professor na minha graduação. Ele é um profissional como uma história profissional fantástica, atuou como executivo de um grande banco em vários países do mundo. Conhecia muito de finanças e era competentíssimo. Porém, os alunos detestavam a sua aula. Por um simples motivo: poucos entendiam o que ele estava falando. Por que sua linguagem era cheia de termos técnicos, construções rebuscadas e citações que só uma pessoa com ampla cultura entenderia.

Já a falta de objetividade, com certeza você deve ter vivenciado. Sabe aquele seu amigo ou companheiro de trabalho que começa a falar de um assunto e termina em outro? Você o cumprimenta com um “bom dia” e ele começar a explicar todo o seu trajeto desde a casa até a empresa, e entra em detalhes sobre o barulho estranho que o carro fez e ai dispara a contar sobre a viagem que fez à praia, etc.

E você ali, doido para arrumar uma desculpa para ir cuidar de sua vida.

Será que sua comunicação tem sido clara e objetiva? Temos muita dificuldade em avaliar a forma como nos comunicamos. E raramente as outras pessoas nos alertam sobre os problemas e erros que cometemos ao falar.

Para ser um bom comunicador, você precisa constantemente analisar sua comunicação cotidiana, sua forma de se expressar. Aqui vão algumas dicas para ajudá-lo:

Conheça a ti mesmo

Bons oradores desenvolvem um bom autoconhecimento e domínio de si, além de um profundo conhecimento do tema sobre o qual precisam falar. Planejam sua fala de forma a utilizar o ambiente e os recursos de que dispõem para exprimir suas idéias e convicções e atrair a atenção e o interesse do público.

Utilizam a voz de forma ritmada, evitando o tom monocórdico, alterando a altura, intensidade vibração e o entusiasmo para enfatizar os pontos mais importantes do discurso, com um tom amigável e sem exagero.

Conte “Causos”

Outro ponto em comum em bons comunicadores é a capacidade de contar casos! Incluem exemplos vivos nas conversas, ou seja, pessoas de verdade fazendo coisas reais.

Cada um de nós pode ter a sua opinião pessoal sobre o Presidente Luis Inácio Lula da Silva, que não cabe aqui discutir. Podemos até afirmar que ele comete muitos erros de português e utiliza de forma exagerada as gírias e às vezes até palavrões.

Mas é indiscutível a sua capacidade de usar parábolas, exemplos reais e casos para dar seu recado e ser entendido pelo seu público, que é basicamente composto por pessoas com pouca formação cultural.

Vê Se Te Enxerga!

Ser modesto e despretensioso também é um aspecto chave para o sucesso na comunicação. Arrogância afasta as pessoas. Não tente, durante uma conversa, mostrar sua superioridade. Você tem um ponto de vista sobre um determinado assunto e a oportunidade de defendê-lo frente a uma pessoa, que pode concordar ou não com sua visão.

Comungue!

Comunicar e Comungar são palavras com origens semelhantes, e expressam a idéia de dividir, compartilhar, fazer junto. O entendimento daquilo que você defende depende dos conhecimentos de cada um. Assim, você deve falar com cada pessoa da forma que ela entende. O respeito deve ser total.

Faça contato visual com a pessoa, mas tome cuidado com o olhar. Não se fixe nem fique pulando o olhar muito rapidamente, para não passar a impressão de que está perdido ou nervoso. Por outro lado, não fique para cima ou para o nada, pois seu interlocutor o achará arrogante.

Seja oportuno. Amarre suas observações ao jornal de hoje. Atualize constantemente seu material. Identifique como o tema de sua conversa é impactado pelas mais recentes notícias.

Em nosso cotidiano, temos a oportunidade de entabular uma dezena de conversas. Algumas pessoas gostam de um bate-papo, outros preferem o silêncio. Um bom comunicador conseguirá perceber estas característica, e usar a habilidade de se comunicar para construir relacionamentos. E bons relacionamentos significam bons negócios.